quinta-feira, 31 de maio de 2007

ESPAÇO CENOGRÁFICO

“O objeto expande-se para além dos
limites da sua aparência, pelo conhecimento que
temos de que ele significa mais do que o que
vemos exteriormente”.

“Não é apenas uma questão de se
reproduzir o que se vê, mas de tornar visível tudo
aquilo que se percebe secretamente”.


Paul Klee



Uma parede de concreto que se prolonga pelo chão com uma pequena janela ao alto, de onde se percebem os reflexos da luz exterior. Um banco de concreto.

Mais do que a representação de parte de um presídio, a cenografia nos remete ao espaço simbólico do recolhimento físico e psicológico. Têm significação semelhante o hospital, o asilo, o hospício... É o local de onde só se sai curado, morto ou renascido e carrega em si a força arquetípica do mito bíblico de Jonas na barriga da baleia e do mito da caverna de Platão.

É para este espaço que o espectador é convidado a fim de partilhar das dúvidas, dos sofrimentos e da transformação do personagem RASKONIKOLV.

Um comentário:

Anônimo disse...

Caro César,
Parabéns pelo blog! Gostei muito e fico na ansiedade de logo ser testemunha ocular deste seu projeto.
Logo na sinopse comecei a pensar: "Esta idéia me remete à Caverna de Platão...". Quando fazendo leitura do "Espaço Cenográfico", já no finalzindo do blog, me deparei com esta afirmação.
Tal fato me faz acreditar que estou próximo de compreender um pouco do mundo sensível que quer instigar.
Remete-me também a uma frase de Bispo do Rosário que diz assim: "Um louco é como um beija-flor, vive a dois metros do chão".
É difícil compreender o incompreensível, temos muitas vezes a péssima mania de jogar tudo num plano cartesiano para depois explicar. Mas como fazer isso quando nos deparamos com a obscuridade das profundezas de nós mesmos?
Muito sucesso para você nesta empreitada, ou melhor dizendo, MUITA MERDA MESMO!!!

Um grande abraço,
Darcio