terça-feira, 26 de junho de 2007

Theatre Du Soleil Richard II

Um dos mais importantes grupos de teatro do mundo. Em 1989 tive a opotunidade de fazer um curso com dois atores da Companhia: Georges Bigot e Maurice Durozier

domingo, 3 de junho de 2007

SINOPSE

Num fluxo ininterrupto de pensamento, um homem rememora o seu passado, minutos antes do início de uma nova fase em sua vida.

Enquanto aguarda ser chamado, a qualquer momento, pelo auto-falante do presídio onde cumpriu dez anos de reclusão por assassinato, Raskolnikov revê sua estória: os motivos que o levaram ao crime, suas relações familiares, seu relacionamento com Sônia, uma jovem prostituta que o acompanhou por toda a vida.

A estrutura desta narrativa contempla 3 tempos distintos:

- Os 15 minutos (aproximadamente) que lhe restam no presídio;

- O dia em que confessou seu crime à jovem prostituta;

- Toda a estória de sua vida (suas inquietações, seus sentimentos de culpa, sua forma de ver o mundo).

Rompemos assim, com o conceito clássico de espaço/tempo a partir do momento em que estendemos o tempo fictício de 15 minutos para 1 hora e quinze minutos de espetáculo, como se propuséssemos ao espectador que entre na mente do nosso personagem (esse “espaço” onde o tempo não existe) onde em minutos, de forma não linear e fragmentada, toda uma vida é reconstituída.

Ora, o personagem se encontra no espaço (a ante-sala do presídio) e no tempo presentes, quando dirige-se ao espectador como se fizesse uma confissão e um relato dos fatos ocorridos no passado, ora situa-se no tempo e no espaço em que tais fatos ocorreram (o local do crime, a casa de Sônia, o cubículo em que morava...).

De tudo isto se constitui o “rito de passagem” empreendido por este homem que ao cometer um assassinato, como exercício de liberdade e busca de sentido na vida, entra em contacto com seu lado mais sombrio.

É através desta revisão que ele se apropria do seu passado como forma de se preparar para o futuro incerto que o aguarda.

sábado, 2 de junho de 2007

DICA DE LEITURA


MANICÔMIOS, PRISÕES E CONVENTOS
Erving Goffman
Editora Perspectiva

SINCRONICIDADE


Fazendo uma busca no Google com o título 12 SEGUNDOS DE ESCURIDÃO, encontrei uma matéria sobre o lançamento do disco do cantor uruguaio Jorge Drexler. Vejam um trecho:

"O título do novo álbum se refere ao lapso de escuridão que se dá enquanto um farol faz seu giro luminoso. A idéia era refletir o que acontece nesses momentos obscuros da nossa vida, que precedem os momentos cheios de luz."

O sentido que Jorge Drexler atribui ao título de seu album(12 SEGUNDOS DE OSCURIDAD) é muito semelhante ao que atribuimos ao nome do nosso espetáculo. É na sombra (para nos utilizarmos aqui da linguagem da psicologia junguiana) que está escondido o ouro. E nosso título surgiu quando tentávamos encontrar uma forma de enfatizar o momento em que o personagem Raskolnikov começa a redimir-se. É esse confronto com a sombra (personificada na figura da velha usurária, que Raskonikolv assassina - evidente que falamos aqui simbolicamente) que dá início a sua caminhada para a luz.

O número 12 é tambem carregado de significações:

- Na astrologia, a casa 12 (peixes) é a casa do grande trabalho espiritual;

-12 são os trabalhos de Hercules, que nada mais são que metáforas do seu desenvolvimento psicológico;

- São 12 os apostolos de Cristo....

E muitos outras conexões poderiam ser feitas com o numero 12.



Nota: Pra ver a materia sobre Jorge Drexler e o lançamento do disco 12 SEGUNDOS DE OSCURIDAD clique no link abaixo:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u64827.shtml